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Advogado tributarista: escritório ou consultoria, qual caminho seguir?

Se você está definindo sua área de atuação agora ou deseja mudar de segmento, confira as diferenças entre um escritório de advocacia e uma empresa de consultoria

 

O período de pandemia vem estimulado diversas mudanças na sociedade, inclusive no plano de carreira de muitos profissionais. Insatisfação, busca por propósito e o desejo por algo novo são alguns dos motivos considerados por aqueles que passaram a repensar suas trajetórias a partir de 2020. Segundo levantamento realizado pela Pearson, 76% dos brasileiros refletiram sobre novas possibilidades de carreira e trabalho nesse período. A Escola Brasileira de Tributos (EBT) preparou esse conteúdo para todos os advogados tributaristas que enfrentam esse dilema. 

Vamos pegar carona na experiência do advogado especialista em Direito Tributário, Lucas Calafiori Catharino de Assis, cofundador da EBT, que atua em um grande escritório da capital catarinense, mas também acumula experiência como consultor tributário internacional na KPMG, uma das “big4” da área de consultoria e auditoria.

Mestre em Direito e Ciência Jurídica pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa com período de mobilidade internacional na Universidad Complutense de Madrid, Assis conta que acabou fazendo o processo inverso à grande maioria dos profissionais. “Advoguei por seis anos antes de migrar para uma big4, onde tive uma excelente experiência em termos pessoais e profissionais”, pontua. Mesmo assim, o especialista acabou retornando para a advocacia, por entender que há um alinhamento maior com seu perfil e aspirações.

 Em primeiro lugar, é preciso lembramos que somente profissionais da área do Direito podem atuar nos escritórios de advocacia. “Por serem sociedades uniprofissionais, inclusive, é vedado aos escritórios de advocacia o exercício da advocacia de forma concomitante com outras profissões”, ressalta o advogado, enfatizando que nas empresas de consultoria há maior flexibilidade e os ambientes contemplam profissionais das mais diversas áreas, entre elas administração, contabilidade, direito e relações internacionais.

 Para Assis, as principais diferenças de atuação profissional nas empresas de consultoria e nos escritórios de advocacia estão diretamente relacionadas às limitações e vedações relativas a cada segmento. "Se o profissional pretende atuar em processos judiciais, o caminho a ser seguido necessariamente terá que ser o dos escritórios de advocacia, onde poderá desenvolver um trabalho mais focado nos detalhes e descrições dos fatos, embasamento legal e teoria acerca dos assuntos”, observa. Já para os profissionais que almejam a área consultiva, poderão escolher entre um escritório de advocacia ou empresas de consultoria.

“Nas empresas de consultoria, o enfoque está na análise e mensuração dos pontos levantados nos trabalhos realizados, de forma que é um ótimo ambiente para quem deseja aprimorar seus conhecimentos jurídico-contábeis”, explica o especialista, acrescentando que geralmente a atuação envolve um grupo multidisciplinar, o que “enriquece muito o debate e permite realizar cada análise sob diferentes perspectivas”.

Para quem está em início de carreira, as empresas de consultoria são consideradas como as grandes escolas para tributaristas. Ter no currículo experiência em uma big4, por exemplo, pode fazer toda a diferença num processo seletivo. “Recomendo ingressar em um programa de trainee em uma das grandes empresas de auditoria/consultoria, pois além de valorizar o currículo, dará a oportunidade de acompanhar situações que, na maioria das vezes, serão mais complexas do que aquelas que acompanharia se estivesse em um estágio em escritório de advocacia”, considera Assis.

Os salários tendem a ser mais vantajosos nos escritórios. No entanto, em tais ambientes, a jornada de trabalho também tende a ser maior, principalmente para profissionais contratados na condição de associados ou sócios os quais não estão sujeitos às normas da CLT.

Otimista, Lucas vê muitas oportunidades para ambas as áreas, especialmente porque a pandemia sedimentou novas ferramentas de trabalho, especialmente na área da comunicação, eliminando barreiras geográficas e reduzindo distâncias, o que possibilita acessar novos mercados e ampliar a área de atuação. “Da mesma forma, o impacto econômico causado pela pandemia tornou ainda mais essencial a realização, por parte das empresas, de estudos com vistas a melhor otimizar a sua gestão, reduzindo legalmente sua carga tributária, de forma a aumentar seus lucros e reduzir despesas”, finaliza.

A Escola Brasileira de Tributos quer andar contigo nessa jornada, fornecendo subsídios importantes para a sua carreira como advogado tributarista, quer seja em um escritório ou empresa de consultoria. Acesse nossos cursos e esteja preparado para as infinitas possibilidades do universo tributarista.

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